Tenho preguiça, sono, manha e até acho que sou um gato que nasceu no corpo de um humano. Por quase sempre estar dormindo, por adorar dormir, a coisa que mais faço é sonhar. Eu amo sonhar com magia e minha vida inteira eu desejei (e ainda desejo) que isso tudo exista. Gosto de sonhar que faço feitiço, gosto de sonhar estou em um jardim de escadas intermináveis, gosto de sonhar que vôo e que com um torcer do nariz, faço e desfaço as coisas.
Mostrando postagens com marcador Diário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diário. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Do diário n°7
Olhando de longe é fácil, quem olha de fora sempre vê tudo arrumadinho. É como o meu guarda-roupa. Você olha por fora e vê tudo arrumadinho, mas se o abrir, você verá a real bagunça e o amontoado de roupas.
Pois bem, vou deixar de blá blá blá e ir direto ao ponto, digo, direto ao ponto de escrever mais uma bobagem.
Olha, eu te aviso, não abra a porta do meu guarda-roupa, a não ser que você pretenda arrumá-lo, porque uma vez que você encoste nessa maldita porta, eu já fico boba, sensível, bagunçada, sem nexo. Bem diferente da menina forte que você sempre disse que adorava, que era o que admirava em mim.
Não digo nada mais, não fujo nada mais, não penso nada mais sobre isso.
E eu sei que é perigoso deixar acontecer, mas é doloroso me prender e cortar as raizes de uma roseira cheia de botões a serem abertos. Vou tentar confiar no que você me disse, de que não queria me perder.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Do diário n°6
Talvez sim, talvez eu seja uma mulher fantasma e o mundo real não me atinja. Deve ser por isso que a minha vida está como está. Mas por quê eu sinto essa dor toda? Por que parece que esse caos só acontece comigo?
Realmente, eu nunca quis que o mundo real me atingisse, sempre quis parecer forte, inatingível, e agora perdi toda minha lucidez nisso, agora me sinto fraca.
Me digam se isso é com todo mundo, se sou eu que tenho problemas mentais, se isso é surreal. Eu estou cansada de tantas coisas assim, eu quero enfim crescer, eu quero começar a minha vida de cinema de verdade, já cansei desse ''ensaio'' frustante.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Do diário n°5
Nem ia sair de casa, não tinha a mínima disposição, mas se arrumou e colocou a melhor roupa. Enquanto colocava perfume, imaginou ele lá, como na festa do dia 1° de dezembro. Costumava lembrar disso de vez em quando.
Quando saiu, nem o viu de cara, mas já na madrugada, viu aquele sorriso sutil, aquele copo de uísque, que ainda não a avistara. Bateu tão forte o coração, lembrou de todas as emoções de uma vez só e não sabia se o cumprimentava, ou não.
''Nunca deixei de fazer nada que eu quis'', pensou. Mas também dizia-se que essa coragem instantânea era efeito da 6ª caipirinha da noite.
Foi. Conversou. Riu. E pode parecer uma coisa exagerada de se dizer, mas parecia que se jogava em uma moita de espinhos, onde a carne cortava com os arrepios tristes de raiva, por nunca ter sido negada. Então se beijaram. Houve um beijo e ela foi embora.
''Bem, você sabe, teria sido bom se a gente tivesse namorado. Muito bom...'' Não aguentava e sabia que havia sido uma boba pensando que ele iria voltar como eram há 3 meses e iriam ficar juntos. Chegou em casa, tirou o salto e o olho delineado encheu-se de lágrimas.
A história inventada por ela mesma, a falsa paixão, finalmente tinha um último beijo, um ponto final.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Do diário n°4
A parte ruim de estar sozinho é não ter ninguém para te abraçar quando está frio, ninguém para te segurar quando você está com sono. Em quem está o problema de que eu não consigo gostar como talvez eu já tenha gostado antes?
Deixa isso tudo para lá, eu não tenho o mínimo desespero. Só quero me livrar da confusão da coleção que eu ando fazendo, nada mais. Eu sei que ainda estou para conhecer a pessoa que eu irei gostar para sempre, não vou jogar fora a minha liberdade apenas com o intuito de me aquecer. Ficar com alguém agora, iria acabar com meu futuro, e quando eu digo futuro, me refiro à chance de conhecê-lo.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Do diário n°2
E esse enfim deve ser o porquê pelo qual devo ser só eu e esquecer o resto. Aqui jaz parentes, amigos e ex-namorados. E futuros também. Somos só eu e eu mesma viajando, para construir mapas para chegar a destinos não predestinados.
Apenas persisto em enxergar algo melhor. É mais possível ser feliz sozinha, do que com essa bagagem imensa que seguiu conosco até pouco tempo... Dói, mas a dor nos acompanha na causa, consequência e na finalidade, e sentir dor não é tão ruim. É por causa da existência da dor que podemos perceber a existência das coisas boas.
Pois bem, acho que já era mais que perceptível meu desejo de ser assim, até porquê eu acho mais correto, menos infeliz, dar importância apenas para mim mesma. As outras coisas/pessoas nunca irá me acompanhar o tempo inteiro. Mas eu vou.
Assinar:
Postagens (Atom)