O que é efêmero não se vai
pois mesmo que o verão seja fugaz,
remanescem as marcas e sardas
mesmo que a felicidade acabe,
as rugas do riso ficam no rosto.
A ideia de cada coisa
dilata o tempo
ao som do ímpeto do deboche dos ignorantes
e do desperdício da nossa poesia
que soa como qualquer coisa boçal .
Somos nossos próprios poetas
e nossas próprias musas.
quinta-feira, 29 de março de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
As sensações
Abri a minha caixa de recordações e li tudo
Senti-me derrotada pelo que já passou
Senti meu rosto molhado
Senti a alma apascentar
Sentir os olhos secarem
Senti as pálpebras pesarem
Senti tudo passar como brisa
Senti que é efêmero
Lembrei-me da poesia de Alberto Caeiro
Passa já porque é natural.
Senti-me derrotada pelo que já passou
Senti meu rosto molhado
Senti a alma apascentar
Sentir os olhos secarem
Senti as pálpebras pesarem
Senti tudo passar como brisa
Senti que é efêmero
Lembrei-me da poesia de Alberto Caeiro
Passa já porque é natural.
sábado, 31 de dezembro de 2011
As pedras
Construí um abrigo
Com destroços
De coisas minhas que acabei por destruir
E fui compondo
Como se fosse canção
Colocando pedra por pedra
Paus e pedras
De coisas que eu gostava de mim
E que você já não gosta mais
Entrei no abrigo
E ele desmoronou sobre mim
As pedras feriram
E eu fiquei trancada sozinha
Sem luz
É que eu antes nunca tinha conseguido enxergar
Que sou poeta, e não arquiteta
E você nunca conseguiu aceitar
Que há coisas que eu não posso fazer.
Com destroços
De coisas minhas que acabei por destruir
E fui compondo
Como se fosse canção
Colocando pedra por pedra
Paus e pedras
De coisas que eu gostava de mim
E que você já não gosta mais
Entrei no abrigo
E ele desmoronou sobre mim
As pedras feriram
E eu fiquei trancada sozinha
Sem luz
É que eu antes nunca tinha conseguido enxergar
Que sou poeta, e não arquiteta
E você nunca conseguiu aceitar
Que há coisas que eu não posso fazer.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
E esfregar o rosto no travesseiro
Dormir-te em teus braços
dormir-te em mim
E meu corpo fácil e vulnerável
controla a mão que incessável
deseja no corpo teu, tão fácil quanto,
acariciar.
Fecha teus olhos
Não há nada mais puro que um beijo teu ao acordar
Fecha teus olhos
e dorme ao meu lado
Até o dia em que nossos corpos fáceis, juntos,
dormirão, lado a lado,
em sono eterno.
dormir-te em mim
E meu corpo fácil e vulnerável
controla a mão que incessável
deseja no corpo teu, tão fácil quanto,
acariciar.
Fecha teus olhos
Não há nada mais puro que um beijo teu ao acordar
Fecha teus olhos
e dorme ao meu lado
Até o dia em que nossos corpos fáceis, juntos,
dormirão, lado a lado,
em sono eterno.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
De ser antes de ser: grande
Comecei a viver cedo demais.
E, com isso, comecei a me arriscar antes de todo mundo.
O universo nunca passará de sorte,
de um grande conjunto de coincidências desornedas,
descontroladas, alheias ao nosso mortal controle.
Não vim ao mundo para desperdiçar minhas palavras e meu amor.
Isso surge no meu peito e não posso ignorá-lo.
E é grande demais para não permiti-lo que seja só porque eu ainda não sou grande.
A vida é a própria sorte.
E, com isso, comecei a me arriscar antes de todo mundo.
O universo nunca passará de sorte,
de um grande conjunto de coincidências desornedas,
descontroladas, alheias ao nosso mortal controle.
Não vim ao mundo para desperdiçar minhas palavras e meu amor.
Isso surge no meu peito e não posso ignorá-lo.
E é grande demais para não permiti-lo que seja só porque eu ainda não sou grande.
A vida é a própria sorte.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
O ideal
Meu corpo gela, nu,
Enquanto a mão trêmula escreve esses versos.
Escreverei um romance para que assim,
em meu imaginário,
exista alguém que me ame.
Um amor que apesar de viver no mundo das ideias
Não é ideal
Mas que há de dar-me carinho
Poesia e caos
O caos flamenjante das paixões avassaladoras!
E, confesso, este amor não precisa me durar muito
Porém, é inegável que se o mesmo fosse recorrente
muito me agradaria.
Enquanto espero, meu corpo seca;
está quente.
Visto-me, deito-me e esqueço-me de viver.
Enquanto a mão trêmula escreve esses versos.
Escreverei um romance para que assim,
em meu imaginário,
exista alguém que me ame.
Um amor que apesar de viver no mundo das ideias
Não é ideal
Mas que há de dar-me carinho
Poesia e caos
O caos flamenjante das paixões avassaladoras!
E, confesso, este amor não precisa me durar muito
Porém, é inegável que se o mesmo fosse recorrente
muito me agradaria.
Enquanto espero, meu corpo seca;
está quente.
Visto-me, deito-me e esqueço-me de viver.
Peguei-me
Eu, cheia de mim e do que sou
E da minha coleção de amores de quinze minutos
Mas, ah!, se eu pudesse ter-te em minha coleção...
Juro que te colecionaria sempre por mais alguns instantes!
Mas pergunto-me:
Seria amor ou apenas ego?
Pois já fostes brinquedo meu
que nem senti desejo quando tinha.
Agora... me desespero em carícias solitárias!
Enfatuada, espero religiosamente por indícios teus...
E vejo defeitos e tantos defeitos em ti!
Que não entendo porque quero-te agora
E quero-te. Apenas.
Será, pois, porque torturas minha alma,
essa que já não possuo mais...
Tu procrastinas nossos encontros
E devoras-me com teu silêncio.
Por favor, devora-me!
Por que adias tanto?
Será jogo, truque, jeito
de fincar meu coração vadio ao chão?
Peguei-me
dessa vez, presa em teus grilhões.
Ainda estou cheia de mim
Cheia! Abusada!
Pois o que quer que seja que estejas fazendo
meus cumprimentos, está funcionando.
Mas me diz, será?
Será que estás fazendo isto?
Ou estou apenas louca com o meu orgulho?
De que não cais de amores por mim
que não ardes de desejo por minha pele
e não consigo aceitar isso...
O que será?
Será febre de paixão
ou delírios mentais?
Em ambas as hipóteses, estou louca
O que serei?
O que serás...
E da minha coleção de amores de quinze minutos
Mas, ah!, se eu pudesse ter-te em minha coleção...
Juro que te colecionaria sempre por mais alguns instantes!
Mas pergunto-me:
Seria amor ou apenas ego?
Pois já fostes brinquedo meu
que nem senti desejo quando tinha.
Agora... me desespero em carícias solitárias!
Enfatuada, espero religiosamente por indícios teus...
E vejo defeitos e tantos defeitos em ti!
Que não entendo porque quero-te agora
E quero-te. Apenas.
Será, pois, porque torturas minha alma,
essa que já não possuo mais...
Tu procrastinas nossos encontros
E devoras-me com teu silêncio.
Por favor, devora-me!
Por que adias tanto?
Será jogo, truque, jeito
de fincar meu coração vadio ao chão?
Peguei-me
dessa vez, presa em teus grilhões.
Ainda estou cheia de mim
Cheia! Abusada!
Pois o que quer que seja que estejas fazendo
meus cumprimentos, está funcionando.
Mas me diz, será?
Será que estás fazendo isto?
Ou estou apenas louca com o meu orgulho?
De que não cais de amores por mim
que não ardes de desejo por minha pele
e não consigo aceitar isso...
O que será?
Será febre de paixão
ou delírios mentais?
Em ambas as hipóteses, estou louca
O que serei?
O que serás...
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